segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Artigo: Arte X entretenimento.- parte 1

O cinema já existe há mais de 100 anos, e desde seus primórdios que cineastas e críticos procuram tornar o ofício em forma de expressão artística. Entretanto, há forte divergência nesse assunto por outros que não o enxergam dessa forma, e, portanto, defendem-no como forma pura de entretenimento e escape da realidade. A análise que segue não pretende ser pretensiosa a ponto de estabelecer um veredicto optando por uma das partes, mas esclarecerá o que cada uma defende. O fato é que todo cinéfilo compreende o cinema como forma de arte, e como quem lhes escreve é representante de tal gênero, tenderá por esse lado, mas nunca desprezando aquilo que leva as grandes multidões para as salas de cinema: o seu dom de entreter.

-ARTE
Para que tal discussão se desenvolva com total compreensão dos pontos defendidos, o conceito que será usado como arte deve ser estabelecido. A seguinte explicação é um tanto vaga, e não pode nem ser considerada completamente correta, mas será capaz de definir o que será levado em conta quando se cita a arte.
Primeiramente, deve-se saber que todo obra artística deve ser capaz de trabalhar o modo como o espectador vê o mundo em alguma de suas diversas nuances. Para trabalhar essa visão, obras de arte utilizam, com algumas exceções, recursos estéticos que favoreçam a interpretação do apreciador da obra, de forma que permita interpretações relacionadas aos aspectos humanos presentes na sociedade. Uma manifestação artística deve sempre ser capaz de reproduzir algum pensamento, ideologia ou sensação daquele que a concebe. Por fim, sabe-se que representantes da arte transcrevem para sua obra aspectos relacionados ao período em que vive, muitas vezes, propondo alterações no modo de vida de tal período.

-A ARTE DO ENTRETENIMENTO.
No cinema, mesmo na mente daqueles que defendem sua concepção artística, muitos dos filmes não são grandes obras de arte. Na verdade, a maioria deles não pode ser colocada em tal categoria. Porém, esse tipo de filme não- artístico deve ser altamente valorizado, e em momento algum desprezado, pois é ele que move multidões para as salas de cinema e torna, essa, uma indústria economicamente frutífera. Portanto, pode-se atribuir a contínua existência de qualquer filme, artístico ou não, aqueles que trabalham na produção de filmes sem grandes pretensões, mas que proporcionam momentos de pura diversão.

- APENAS ESCAPE OU NÃO?
A grande verdade que é possível afirmar é a de que a postura do telespectador quando ele vai ao cinema que vai determinar o nível de importância daquele filme em sua vida, sendo ele considerado artístico ou não. Dessa forma, os chamados “filmes widescreen”(não o widescreen relacionado com o tamanho da tela, mas aquele em que se percebe um cuidado com cada um dos elementos presentes em tela) podem sim fazer a diferença na vida de muitos, de forma que discute determinado assunto com uma profundidade dificilmente atingida em pensamentos desse espectador fora das quatro paredes de um cinema.
Portanto, vá ao cinema, pense e se inspire com incríveis histórias. Sejam elas dramas extremamente pessoais sobre superação como Rocky, ou mesmo contos sobre companheirismo e amizade como o que é visto em O Senhor dos anéis. Também se pode vivenciar experiências no mínimo surreais em filmes como O sétimo selo, Quero ser John Malkovich e Adaptação. São todos grandes filmes que fazem com que qualquer um reflita sobre si e os rumos de sua vida

Um comentário:

  1. Na minha opinião de cinéfilo, dar lugar ao entretenimento em relação à arte, é puramente comercialismo e aproveitamento da ignorância dos espectadores.

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